Nova York recebe com um ritmo inquieto e apaixonado, uma sinfonia urbana que nunca desacelera, onde os sons de George Gershwin, na sua Rhapsody in Blue composta para banda sonora do file de Woody Allen “Manhattan”, ecoam em cada esquina. Talvez esta seja a obra musical que melhor capta o ritmo desta cidade tão diversa e tão conhecida de todos, mas que poucos a conhecem assim tão bem. Os dias imersos nesta metrópole, onde cada esquina é uma cena de um filme, onde as vozes de músicos e escritores tecem a paisagem, e onde as luzes nunca se apagam — porque esta é, como cantou Frank Sinatra, “a cidade que nunca dorme”.
Começar uma viagem a Nova Iorque é começar sua jornada envolto pelo hino moderno da cidade: “Concrete jungle where dreams are made of… These streets will make you feel brand-new, big lights will inspire you”. É o pulsar de “Empire State of Mind”, de Jay-Z e Alicia Keys, reverberando pelos bairros de Brooklyn, Tribeca e Harlem, capturando o desejo universal de querer mais, de ser reinventado.
Em cada instante, Nova York ecoa em citações imortais. F. Scott Fitzgerald diz que, ao olhar do Queensborough Bridge, se vê “a cidade vista pela primeira vez, na sua promessa selvagem de ser todo o mistério e beleza do mundo”. Mesmo a mais europeia Simone de Beauvoir, detecta no ar nova-iorquino uma inquietude vibrante. Ela diz que “Há algo no ar de Nova Iorque que faz com que dormir seja inútil”.
O cinema também se curva a Nova York como personagem principal. Em títulos como “Taxi Driver”, “Sozinho em Casa”, e “Breakfast at Tiffany’s”, a cidade seduz com o seu glamour e, simultaneamente, a sua crueza — um cenário que é tão fascinante quanto é diverso e complexo.
Por entre arranha-céus monumentais e avenidas que nunca se silenciam, a série “Seinfeld” transformou esquinas corriqueiras em palco de piadas eternas. “Sex and the City”, “Fame” e tantos outros programas imprimiram as nuances da vida urbana: solidão, amizade, ambição, criatividade, reinvenção — num lugar onde tudo pode acontecer.
Em cada museu, café, praça ou carruagem de metro, há histórias vivas. A cidade vibra com artistas, sonhadores, itinerantes, poetas, em busca do seu próprio verso no betão, aço e vidro infinitos. Sentir esta criatividade no ar é uma urgência, é um convite, porque aqui, cada segundo tem peso, e como disse Liza Minelli “If You can make it Here, You can make it Anywhere”!
Esta é uma cidade com muito já dito, filmado, cantado e escrito… mas que ainda está apenas no seu primeiro capítulo. Acorda-se de madrugada, atravessam-se avenidas envoltas pelo rumor das sirenes, vê-se o sol nascer entre vidros dourados, escutam-se sons do jazz que ainda ecoa num bar discreto em Greenwich Village e percebe que estar em Nova York é sentir-se vivo em pleno crescendo.
Nova York não espera por ninguém, ela exige que todos estejam prontos para vibrar com ela. E, ao partir, leva-se tanto mais do que lembranças. Ao partir de Nova Iorque carrega-se a chama dessa cidade que respira sonho, de uma liberdade única, que não dorme… jamais… porque aqui é o centro de todo o Mundo, porque aqui tudo acontece a toda a hora e a todo o momento. É assim Nova Iorque, na sua infinitude global …